segunda-feira, 4 de maio de 2009

O porquê da criação

Calma, leitor! Este espaço não irá tratar de assuntos existenciais ou religiosos. A “criação” referida acima é a do próprio blog. A história é tão longa quanto interessante. Ou seja, nem um pouco.
E começa há algumas semanas atrás, quando eu dizia a uma colega que não tinha quaisquer intenções de jamais criar um blog. Tentando me convencer do contrário, a anônima afirmou, entre outras coisas, que um blog era uma maneira fácil de perpetuar certos textos. Como eu escrevo bobagens uma vez ou outra, até dei atenção a esse argumento, mas tratei de refutá-lo:
-Mas você pode fazer isso no seu em qualquer pasta do seu computador.
-E se o computador quebrar?
-Tá, mas e se a internet quebrar?
Eu não sou um entendedor de informática.
O fato é que dei a história por encerrada e ignorei a argumentação posterior de minha colega, que, três dias atrás, demonstrou-se na prática.
Meu irmão deixou rodando um teste de antivírus no computador, no qual havia um pedaço de papel colado, onde se lia “NÃO MEXA!” – é! Em letras garrafais e tudo.
Eu mexi. Se essa foi a razão do que veio em seguida, nunca saberemos. Eu duvido. Mas, de um modo ou de outro, aparentemente o arquivo do Windows foi corrompido e não tinha conserto, como bem esclareceu o técnico. Só reinstalando o programa mesmo. Não explico essa parte porque não entendi também!
- E minhas fotos?
-Perdidas.
-Meus filmes?
-Perdidos.
-Minhas músicas?
-Perdidas.
-Meus textos?
-Perdidos.
-Meus trabalhos?
-Perdidos.
-Ah, que pena, né? E meus vídeos da Paris Hilton, como eu recupero?
-Rapaz... Perdidos.
-Nãããããããããooo!
Em meio a lágrimas e soluços, completei:
-Não dá pra salvar? De jeito nenhum?
Em meio a “backups”, “reformatações” e outras palavras que eu não entendi, ele explicou que havia, de fato, um meio.
-Pô, que bom! E quanto fica?
E essa é a história do meu blog. Pelo menos os textos eu não perco mais!

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