domingo, 10 de maio de 2009

Vira esse blog pra lá!


Você já tentou criar um blog? Não tente. Blogs inevitavelmente resultam em um desaparecimento inexplicável de idéias.

Se antes eu deixava textos descontextualizadamente guardados em uma pasta qualquer para não perdê-los, tal era o fluxo de pensamentos digitados no Microsoft Word, agora parece ser impossível escrever um textículo* sequer para manter o blog atualizado. Então nada melhor do que dar uma metalinguada e mostrar algumas razões para NÃO se criar um blog.

(*Texto pequeno. Essa palavra nem existe de verdade, mas o parônimo dela torna seu uso simplesmente engraçado demais para que nós a ignoremos.)

Vamos às razões:

1 – Ninguém vai ver. Fato: ninguém se interessa pelo o que algum outro idiota está escrevendo. Eu posso (fingir?) me interessar por Nietzsche ou Marx, mas quem se interessa pelas besteiras que um Zé Ruela qualquer está escrevendo?

2 – Você será constantemente avaliado. Se alguém fingir se interessar pelo seu blog, você será julgado incessantemente. Mas veja o lado bom: as pessoas que entram são fingidoras por natureza e, por isso, certamente irão dizer que adoraram o blog. Nada melhor para sua auto-estima.

3 – Obrigação. Mesmo que a droga do blog não tenha um plano de ação específico, você se sente na obrigação de atualizá-lo com freqüência. É como um brinquedo que você não quer deixar no canto jogado.

4 – Você se sente um caipira que acabou de conhecer a internet e quer ter seu próprio espaço nela. Ok, na verdade, acho que só eu me sinto assim.


5 – Dessa eu já falei: suas idéias somem. Assim que você cria o maldito blog, sua cabeça fica vazia e, de repente, parece impossível escrever qualquer coisa, o que torna o motivo número 3 um problema ainda maior.



6 – Você não ganha nada em troca. A menos que você seja muito fodão e fingidores o suficiente pra entrar no seu blog, a ponto de alguém querer anunciar nele e te dar uns centavos. Na maior parte das vezes, você só ganha a recompensa espiritual de poder expressar sua opinião, ocasionalmente influenciar a vida de alguém e quem sabe, expandir seus próprios horizontes. Como eu disse, você não ganha nada.




Existem várias outras razões, claro. Mas essas são as principais e já são suficientemente ruins, certo?


Por isso, pratique esportes, mantenha-se afastado das drogas, use camisinha e nunca, nunca crie um blog.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mais uma gripe? É claro que eu não tô a fim!


Eu meio que queria não falar da gripe suína (ou devo dizer “Nova Gripe”, com iniciais maiúsculas e nenhuma visão do futuro?), mas parece que não dá, né? Só se houve falar disso em tudo quanto é lugar, como ignorá-la? Qualquer palavra-chave que eu digito no Google termina encontrando alguma coisa sobre a bendita (?), então não dá pra falar de outra coisa.


A verdade é que nós nos assustamos com facilidade. Lembro que eu era um guri quando houve o surto da vaca-louca e a TV ficava mostrando aquelas imagens das vaquinhas se debatendo com a boca cheia de espuma. Eu tinha pesadelos com a imagem da doença atravessando o Atlântico (pois é, nos meus sonhos isso aparecia bem esquematizado: um mapa-múndi com tracinhos vermelhos representando o percurso do vírus. Cada ponto de saída ou chegada desses tracinhos era representado por uma cabeçazinha de vaca com a boca espumante).


Agora, anos depois, aprendi a ignorar as malditas tentativas da mídia de impedir as criancinhas de dormirem bem. E olhe que dessa vez estão fazendo bem-feito: qualquer palavra-chave que eu digito no Google termina encontrando alguma coisa sobre a bendita (?) gripe suína/ Nova Gripe/ gripe-zumbi*.

Só nos resta torcer para que as pessoas parem de morrer e que tudo volte a ser como era antes. E que o tráfico carioca continue matando mais do que qualquer pandemia mundial. Pelo menos isso a televisão quase não mostra, então ninguém tem pesadelo.

* Não entendeu a piada?
Acesse: http://bouncewith.me.uk/europe/8027043.htm

Se você não sabe ler em inglês, acesse: http://www.nerdssomosnozes.com/2009/05/o-fim-chegou-gripe-suina-esta-criando.html

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sobre o que é.

Sabe quando você vai em um restaurante a quilo e a comida não é nem francesa, japonesa, italiana, brasileira ou qualquer outro tipo, simplesmente é comida, que nem a que você come em casa todo dia?

Pois é: este blog também não é sobre nada em especial. E por isso é tão decepcionante.

Com certeza, deve ser uma merda freqüentar um blog que nem sempre trata de um assunto que você gosta. Bom, esse aqui será assim provavelmente a maior parte do tempo.

Mas imagine agora que a comida desse restaurante é sempre uma delícia, muito melhor até do que a de sua mãe!
Bem, isso aqui está longe disso.

Este espaço é somente um aglomerado de textos sem qualquer objetivo em especial, a não ser tirar algumas idéias da minha cabeça e colocá-las em um lugar seguro. Mas eu já expliquei isso mais de uma vez e não vou ficar redundando meus textos por aí.

Assim sendo, fique à vontade para entrar sempre que você quiser e acrescentar um pouco de absolutamente nada a sua vida.


Ah, última observação antes de parar de falar do blog e começar a postar alguma coisa: esta porra não segue porra de norma-padrão de porra de lugar nenhum. Que vá pro inferno toda aquela merda de reforma ortográfica, convenção e o caralho a quatro! Cada um escreve como quer! Lê quem tiver saco!

O Enganando Leitores agradece!

De onde vem o nome.

Leitores gostam de ser enganados.
Eu não ficarei nem um pouco decepcionado se este blog não for lido por sequer uma alma viva em toda sua existência. A razão da criação dele, como expliquei, é apenas arranjar um espaço para perpetuar o que escrevo. Mas, admito, seria interessante ter um ou dois leitores inflando minha auto-estima por aqui.
E nada atrai mais os leitores do que a mentira. Não acredita? Sentiu-se ofendido? Dê uma olhada em quais são as revistas semanais mais vendidas no Brasil.
Pois é, caro leitor: você gosta de ser enganado. É algo mais forte do que você. Mas falo na segunda pessoa apenas por uma questão estética- também sou leitor e gosto de ser enganado, como todo e qualquer leitor. É uma lei não-relativa, como a gravidade.


Talvez o nome acabe por espantar os poucos leitores imaginários que o blog um dia viria a ter, mas nem venha me dizer que não é uma tentativa legítima de parecer engraçado sem qualqualquer sucesso enquanto faço uma crítica aos nossos meios de comunicação e à nossa falta de crítica literária, porque é, sim!

E tenho dito!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O porquê da criação

Calma, leitor! Este espaço não irá tratar de assuntos existenciais ou religiosos. A “criação” referida acima é a do próprio blog. A história é tão longa quanto interessante. Ou seja, nem um pouco.
E começa há algumas semanas atrás, quando eu dizia a uma colega que não tinha quaisquer intenções de jamais criar um blog. Tentando me convencer do contrário, a anônima afirmou, entre outras coisas, que um blog era uma maneira fácil de perpetuar certos textos. Como eu escrevo bobagens uma vez ou outra, até dei atenção a esse argumento, mas tratei de refutá-lo:
-Mas você pode fazer isso no seu em qualquer pasta do seu computador.
-E se o computador quebrar?
-Tá, mas e se a internet quebrar?
Eu não sou um entendedor de informática.
O fato é que dei a história por encerrada e ignorei a argumentação posterior de minha colega, que, três dias atrás, demonstrou-se na prática.
Meu irmão deixou rodando um teste de antivírus no computador, no qual havia um pedaço de papel colado, onde se lia “NÃO MEXA!” – é! Em letras garrafais e tudo.
Eu mexi. Se essa foi a razão do que veio em seguida, nunca saberemos. Eu duvido. Mas, de um modo ou de outro, aparentemente o arquivo do Windows foi corrompido e não tinha conserto, como bem esclareceu o técnico. Só reinstalando o programa mesmo. Não explico essa parte porque não entendi também!
- E minhas fotos?
-Perdidas.
-Meus filmes?
-Perdidos.
-Minhas músicas?
-Perdidas.
-Meus textos?
-Perdidos.
-Meus trabalhos?
-Perdidos.
-Ah, que pena, né? E meus vídeos da Paris Hilton, como eu recupero?
-Rapaz... Perdidos.
-Nãããããããããooo!
Em meio a lágrimas e soluços, completei:
-Não dá pra salvar? De jeito nenhum?
Em meio a “backups”, “reformatações” e outras palavras que eu não entendi, ele explicou que havia, de fato, um meio.
-Pô, que bom! E quanto fica?
E essa é a história do meu blog. Pelo menos os textos eu não perco mais!